Currículo
Real é a
transposição pragmática do currículo formal, é a interpretação que professores
e alunos constroem, conjuntamente, no exercício cotidiano de enfrentamento das
dificuldades, sejam conceituais, materiais, de relação entre professor e alunos
e entre os alunos. São as sínteses construídas por professores e alunos, a
partir dos elementos do currículo formal e das experiências pessoais de cada
um.
É
o currículo que de fato acontece na sala de aula em decorrência de um projeto pedagógico e um plano de
ensino. È a execução de um plano
é a efetivação do que foi planejado, menos que neste caminho de planejar e do executar aconteça mudanças, intervenção da própria experiência dos
professores, decorrente de seus
valores, crenças e significados. (Libâneo, p.172)
Currículo Oculto é pelo que entendem
aquelas coisas que os alunos aprendem na escola por causa do modo pelo qual o
trabalho da escola é planejado e organizado, mas que não são em si mesmas
claramente incluídas no planejamento e nem estão na consciência dos
responsáveis pela escola. Os papéis sociais, por exemplo, são ao que se diz
aprendido desse modo, da mesma forma que os papéis sexuais e as atitudes com
relação a muitos outros aspectos da vida. Implícitas em todo o conjunto de
disposições estão às atitudes e os valores daqueles que as criam, sendo esses
valores comunicados aos alunos de um modo acidental e talvez sinistro.
O currículo oculto
é representado pelas influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho do
professor proveniente da experiência cultural, dos valores e significados
trazidos pelas pessoas de seu
meio social e vivenciado na própria escola, ou seja, das práticas e experiências compartilhadas em escola e na sala de aula, (Libâneo, p. 172).
Currículo
prescrito é aquele que define boa parte dos conteúdos que serão abordados
durante cada ano letivo. Se, por um lado, ele é defendido por orientar
detalhadamente o trabalho do professor, criando um padrão de qualidade, por
outro, as críticas a esse modelo são duras justamente porque defendem que ele
não deixa espaço ou liberdade para que os professores trabalhem. É estruturado
por diretrizes normativas prescritas institucionalmente, por exemplo, os
Parâmetros Curriculares Nacionais. Este tipo de currículo prevê os perspectivos
conteúdos a serem trabalhados nas mais diversas disciplinas. A intencionalidade
deste currículo é oferecer ao País uma base nacional comum de educação,
destacando uma abertura para a contextualização dos conteúdos, como aponta a LDB
9394/96.
ESCOLA,
CURRÍCULO, IDEOLOGIA E PODER: Este vídeo
aborda a respeito das ideologias e conflitos que pairam sobre o currículo
escolar.
CURRÍCULO E O
COTIDIANO DA ESCOLA
Em tempos de novas tecnologias,
avanços digitais e diversidade cultural, os profissionais da educação
devem estar antenados e cientes do mundo que os cerca, seja para os pontos
positivos, como as inúmeras possibilidades que o mundo globalizado oferece, seja
para os pontos negativos, os conflitos, desigualdades e opressões que nos
rodeiam.
O currículo representa muito mais do que um programa de estudos, um
texto em sala de aula ou o vocabulário de um curso. Mais do que isso, ele
representa a introdução de uma forma particular de vida; ele serve, em parte,
para preparar os estudantes para posições dominantes ou subordinadas na
sociedade existente. O currículo favorece certas formas de conhecimento sobre
outras e afirmam os sonhos, desejos e valores de grupos seletos de estudantes
sobre outros grupos, com freqüência discriminando certos grupos raciais, de
classe ou gênero. (McLaren, 1977, p. 216)
Concluindo cabe a nós educadores,
durante a construção do currículo e durante as práticas escolares, tentar
fazer com que os alunos, através do currículo prescrito e da nossa experiência
(currículo real), adquiram conhecimentos para que se destaquem através da
formação de um currículo oculto diferenciado e de qualidade excelente.
Convido aos
colegas pedagogos a deixarem seus comentários para ajudarmos a entender melhor
os currículos escolares.



